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Desde a década de 70 a preocupação com o consumo de energia, das mais diversas formas, tem sido motivo para discussões governamentais e de mercado. Esses fatores são resultado do aumento populacional, economia e maior demanda por qualidade de vida. No entanto, economias de energia significativas podem ser alcançadas, se os edifícios forem adequadamente projetados, construídos e operados. Uma das maneiras eficazes de alcançar a eficiência energética de edifícios consiste em utilizar a tecnologia de Building Energy Modeling (BEM), que visa avaliar comparar e selecionar sistemas e subsistemas; consumos anuais, alcançar a conformidade com os padrões de energia e otimização econômica, durante o processo de projeto e da construção.

Um dos maiores problemas ao desenvolver uma simulação térmica e energética da edificação para as diversas certificações existentes é o tempo oneroso de modelagem. Esse problema é, em sua maioria, devido a forma que os modelos de balanço de energia compreendem a geometria da edificação. Dessa forma a tecnologia proposta pelo Building Information Modelling (BIM) pode ser uma aliada para diminuir o trabalho na hora de desenvolver a modelagem para a simulação térmica e energética das edificações.

Um dos benefícios ao utilizar modelos BIM para desenho do BEM é a otimização do tempo de trabalho, fazendo com que a análise inicial e alterações na geometria (tão comuns em projetos em desenvolvimento) não se tornem muito onerosas para o consultor. Existem alguns desafios na hora de utilizar o modelo BIM como base para o modelo BEM, sendo o principal, a qualidade da informação do modelo BIM. O algoritmo dos programas BEM depende necessariamente que informações acerca das propriedades térmicas dos materiais sejam configuradas corretamente, também depende da criação de zonas/ambientes com parâmetros adequados e de uma modelagem concisa e simples, o que pode ser um problema em projetos com design mais avançado, mas pode ser positivo para um projeto em fase inicial de estudo da arquitetura.

Assim, a proposta dessa palestra é para discutir as possibilidades e desafios na interoperabilidade entre BIM e BEM. Além disso, será apresentado um case da Forte Desenvolvimento Sustentável, no qual foi utilizado o modelo BIM como base para o modelo BEM.

Objetivos de Aprendizagem:

1 – Desempenho de edificações;
2 – interoperabilidade BIMXBEM.

Palestrante:

Cristiane Rossatto Candido
Consultora em Sustentabilidade, Forte Desenvolvimento Sustentável

Engenheira Civil, especialista em Arquitetura, Construção e Gestão de edificações sustentáveis e mestranda em Sustentabilidade no Ambiente Construído Pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente é consultora em sustentabilidade na Forte DS.