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A pandemia do coronavírus trouxe à tona antigas questões relacionadas à gestão pública e à governança nas cidades. Tudo indica que a pandemia funcionará ao mesmo tempo como acelerador e como solução para uma série de conflitos já visíveis nas últimas décadas: exclusão social e territorial, especulação imobiliária, impactos ambientais, entre outros.

A tecnologia digital através de plataforma poderá atenuar a concentração da produção e da distribuição, através de trabalho remoto e do e-commerce, redesenhando assim as áreas de trabalho, serviços e comércio. Mas a inclusão social e territorial e a minimização de impactos ambientais devem contar com políticas públicas cujos efeitos irão se sentir no médio e longo prazo.

Saneamento não se faz com tecnologias digitais; condições para assegurar a sobrevivência, como água, sabão, álcool e máscaras não vem de aplicativos, embora estes possam facilitar sua chegada à população; o acesso ao ensino remoto, não garante a qualidade do ensino para todos.

Objetivos de Aprendizagem:

1- Cidade Inteligente não é sinônimo de cidade tecnológica;
2- A exclusão digital é um novo indicador da desigualdade socioeconômica brasileira;
3- As Cidades Inteligentes são aquelas que permitem a todos os cidadãos o pleno acesso a infraestrutura urbana, serviços públicos, direitos humanos e exercício da cidadania;
4- O poder público brasileiro precisa aprimorar a qualidade dos serviços públicos e urbanos para uma cidade ser considerada inteligente.

Palestrantes:

Dalia Maimon Schiray
Coordenadora, Laboratório de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Professora titular do Instituto de Economia e Coordernadora do Coordenadora Laboratório de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da UFRJ. Economista com Doutorado em Ciências Sociais – Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales (1989). Conselheira da Comissão de Responsabilidade Social do Instituto Brasileiro de Petróleo. Atua em projetos nos seguintes temas: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Economia Ambiental, Nov as economias, Educação e Inclusão Social; Educação e Mudança de Comportamento; Avaliação de impactos sociais e ambientais; Economia Criativa e Educação Sanitária e Ambiental.

Claudia Ribeiro Pfeiffer
Coordenadora ajunta do MBA Cidades Inteligentes, Laboratório de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Socióloga e Doutora em Planejamento Urbano e Regional peli IPPUR/UFRJ. Professora na UFRJ no momento, vinculada ao LARES/UFRJ, na qualidade de Coordenadora Adjunta do MBA em Cidades Inteligentes. Expertise em Facilitação e Gerenciamento de Projetos de Impacto Socioambiental e Cultural positivo.

Alain Grimard
Oficial Internacional Sênior do ONU-Habitat, Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat)

Oficial Internacional Sênior do ONU-Habitat, a agência das Nações Unidas que apoia o desenvolvimento de cidades e outros assentamentos humanos. Alain é canadense de Quebec e mestre em Economia pela Universidade de Laval, Quebec. Baseado no Rio de Janeiro desde 2010, foi oficial responsável do Escritório Regional para a América Latina e Caribe e para os países do Cone Sul. Antes do ONU-Habitat, serviu por mais de 20 anos no Caribe e na África com outras agências das Nações Unidas (PNUD, UNCDF, UNOPS) e também com o setor privado