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Há quem diga que o cenário atual é só um começo! No entanto, há muito que se esperar e evoluir quando se fala em saúde e inteligência dos espaços no ambiente de trabalho, seja ele coletivo ou não. Disciplina, comprometimento, organização, responsabilidade e suporte são requisitos que o espaço arquitetônico contribui significativamente. Além disso, a arquitetura ganha força quando se aplica o seu conceito na íntegra: a combinação entre arte, técnica, funcionalidade e lugar, com objetivo de favorecer a vida humana.

Temos de um lado, as pessoas que são usuárias dos espaços e que manifestam as suas necessidades, desejos e demandas. No trabalho são expressas pela concentração, atenção, foco, privacidade, sociabilidade, criatividade, produtividade, qualidade de vida, saúde e bem-estar, entre outros. Fazem parte deste perfil os colaboradores das empresas de todas as escalas de tamanho e mantiveram em tempo integral o seu trabalho remoto em casa, os trabalhadores que perderam o emprego e decidiram abrir seu negócio próprio, os colaboradores que reduziram a carga de trabalho e mesclam com outros trabalhos (fixo ou remoto).

De outro lado, há a realidade da organização ou empresa, que por sua vez, combina pessoas, tecnologias e processos, com base em princípios, valores e atributos de marca.

Quando digo que esse novo cenário é só o começo, não quero dizer que trabalharemos para sempre em home office, mas ouso refletir que os espaços de trabalho (workplaces) serão mais inteligentes, multifuncionais, integrados e, portanto, espaços de trabalho inteligentes – ETI, smartworkplaces (SWP).
Para compreender as características dos “espaços de trabalho inteligentes”, é preciso considerar uma tríade com três elementos que compõe a base dos ambientes de trabalho: as pessoas (usuários), o espaço físico (arquitetura) e a organização (empresa). E no cenário de mudança, resumidamente, apresentam-se 5 estratégias que, integradas, podem contribuir positivamente para o sucesso da tríade: saúde & bem-estar, sustentabilidade, neuroarquitetura, soluções & tecnologias integradas e design estratégico.

Objetivos de Aprendizagem:

1-Compreender que as construções sustentáveis podem ser potenciais propulsoras no desenvolvimento da saúde humana;
2-Refletir sobre o impacto positivo que os espaços arquitetônicos sustentáveis podem contribuir na melhoria da qualidade de vida das pessoas;
3-Promover discussões sobre a importância dos espaços de trabalho como questão inerente ao dia-a-dia das pessoas e que impactam diretamente em sua saúde e bem estar;
4-Compartilhar experiências com estudos de caso nacionais e internacionais.

Palestrante:

Giselle Luzia Dziura
Coordenadora Pós Graduação Arquitetura e Design, UNINTER

Arquiteta e Urbanista pela PUC-PR e Ecole d´Architecture Paris La Seine, França. Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAU-USP). Dedica-se a projetos e ensino de edifícios e cidades mais sustentáveis, inteligentes e mais humanas. Dos 26 países vivenciados, 3 foram experienciados por mais tempo: França, Espanha e Japão. Trabalhou em universidades como Universidade Positivo, PUC PR (com atividade vivenciada na Fanshawe em London Canadá). Atualmente é coordenadora dos cursos de Pós-Graduação em Arquitetura e Design na UNINTER, professora do curso de Pós Graduação em Indústria 4.0 da UFPR, consultora AQUA-HQE e CEO-arquiteta da GD Archi.